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Postado em 16/08/12 12:54

Cultura

SUTILEZAS POLITICAS & CURIOSIDADES

                                           O BERIMBAU DOS DANTAS

Lourival Coutinho, jornalista e escritor, que, em 58, com Joel Silveira, escreveu “Petróleo do Brasil – Traição e Vitória”, dirigia o jornal “Panfleto” no segundo governo de Getúlio Vargas e o apoiava. Prestes, que fazia oposição a Vargas, disse sua única frase de humor conhecida:

– “É a primeira vez que vejo panfleto a favor”.

Humor também. Não há humor a favor. Humor é sempre contra. Nós, baianos, ficamos surpresos e indignados com o professor Antonio Natalino Dantas, veterano coordenador da Escola de Medicina da Universidade da Bahia, que tentou justificar com o QI baiano a péssima nota de sua Faculdade no exame do Enade, do Ministério da Educação:

– “O baiano tem QI baixo. Só toca berimbau porque tem uma corda só. Se tivesse duas, não tocava”.

É uma injustiça, mas, reconheçamos, uma bela sacada de humor.

HUMOR

O professor Natalino Dantas pode ter aprendido essa sutileza de elefante lá em Minas. Em Peçanha, o vereador Agenor Leal de Souza chamou seu colega de Câmara Municipal, Tibúrcio Alves Pereira, de “beócio”. Tibúrcio levantou-se solene:

– Nobre vereador Agenor Leal de Souza, se a palavra “beócio” for agradativa ou adulativa, muito obrigado a V. Excia. Mas, se for atacativa, “beócio” é a mãe de V. Excia.

Era atacativa. O berimbau do professor Natalino Dantas também é atacativo. Mas, como nós, baianos, não temos QI de uma corda só, fique ele tranqüilo, que ninguém vai dizer que berimbau é a senhora mãe dele.

OS DANTAS

Não sei que Dantas é o professor Natalino Dantas. Na Bahia, os Dantas são milhares e seculares, um vasto tronco familiar, atuante e brilhante na vida, na política, na economia, na história do estado.

Os Dantas vêm de muito dantes. O principal foi o governador Manuel Pinto de Sousa Dantas (1865), também governador de Alagoas (1859). Não fôra ele, e nosso Rui Barbosa talvez não tivesse sido o que foi.

Formado em Direito em Recife, em 1870, aos 21 anos, “Rui voltou para a Bahia doente, estressado, depressivo, magro e com tonteiras permanentes. Os médicos recomendaram uma estação de águas perto de Paris. Ficou quatro meses e não adiantou. Era melhor vir morrer em casa.

Veio. Um médico português, que passava pela Bahia, o viu e curou:

– Seu mal é fome. “Coma até pedras”. Comeu tudo e ficou bom. O pai de Rui já morto, Manoel Dantas, que Rui chamava de “meu segundo pai”, chefe do Partido Liberal na Bahia, levou Rui para seu escritório de advocacia e lhe entregou a direção de seu “Diário da Bahia”.

E nunca pararam de surgir ilustres Dantas na Bahia: Cícero Dantas, deputado do Império e barão de Jeremoabo; Cícero Dantas, governador da Bahia na República; deputados João Dantas, Dantas Júnior, João Carlos T. Dantas, Sergio Tourinho Dantas. E o vulcânico banqueiro Daniel Dantas.

 

 

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